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A GloboNews teve acesso à investigação feita pela Polícia Civil do Rio de Janeiro sobre um novo esquema de falsificação de chassis de carros de luxo.

Os bandidos roubam carros, adulteram e revendem esses veículos como se fossem regulares. Para aplicar o golpe, a quadrilha tem acesso à lista de chassis de carros fabricados no Brasil e que foram exportados.

A fraude é tão bem feita que os criminosos já conseguiram emplacar os carros em 15 estados. Muita gente acabou comprando esses veículos sem saber que estava sendo enganada.

Carros de luxo avaliados em mais de R$ 100 mil estão parados no pátio da delegacia. Cláudio teve o carro furtado dentro do próprio condomínio.

“Como aqui é um lugar seguro, parei o carro aqui na vaga e 19h30 eu desci, procurei o carro, andei pra lá, pra cá, não acreditei. E realmente o carro tinha sumido”, conta o engenheiro Claudio Ribeiro Pinto.

João Marcelo comprou um carro roubado sem saber. “Esse carro é um carro caro, paguei R$ 115 mil no carro”, diz

Os dois foram vítimas de uma mesma quadrilha que rouba carros para depois revender.

Oito picapes apreendidas pela Polícia Civil foram roubadas ou furtadas no Rio de Janeiro. Todas estão com os chassis adulterados. Na verdade, esses números de identificação pertencem a carros que foram exportados pelas montadoras.

O chassi é uma espécie de certidão de nascimento do carro e identifica todos os carros fabricados no Brasil. Esse número é único e é informado apenas ao Departamento Nacional de Trânsito, o Denatran. O órgão é o responsável por administrar o Registro Nacional de Veículos Automotores, o Renavam.


Entenda como o esquema funciona:

A quadrilha acessa a relação dos chassis das picapes produzidas para exportação. Depois a quadrilha produz notas fiscais falsas de compra desses carros. Com essa nota, a quadrilha rouba ou furta picapes do mesmo modelo e da mesma cor.

Os bandidos, então, adulteram o chassi original do carro furtado pelo código de um veículo que foi exportado. Como a picape nunca foi emplacada no Brasil, os criminosos conseguem emplacar o carro adulterado normalmente em qualquer Detran do país. O último passo é revender a picape falsificada como se fosse regular, por preço de mercado.

O esquema foi descoberto em julho desse ano depois de uma denúncia anônima. A Polícia Civil do Rio recebeu a informação de que um advogado estaria circulando com um carro roubado em Resende, no sul do estado.

A picape foi apreendida. E uma primeira perícia feita pela polícia constatou que o chassi do carro tinha sido falsificado. A polícia pediu uma segunda perícia, dessa vez feita por técnicos da fabricante do carro, a montadora Mitsubishi, que também comprovou a adulteração do chassi.

“A fábrica nos encaminhou a resposta dizendo que esses veículos eram destinados à exportação. Com isso, me encaminharam uma listagem de veículos. Daí, nós iniciamos essa investigação e conseguimos descobrir vários outros veículos que foram emplacados fraudulentamente”, explica o delegado Mário Arruda.

A pedido da polícia, a Mitsubishi fez uma auditoria e constatou que entre 2009 e 2013 mais de 3.500 picapes foram exportadas.

A quadrilha usou os chassis de 185 desses carros e emplacou veículos semelhantes roubados no Brasil.

Os emplacamentos de picapes com chassis falsificados aconteceram em pelo menos 15 estados. A maioria no Rio de Janeiro, seguido de Minas Gerais, São Paulo e Amapá.


Golpe atingiu até o governo federal:

A quadrilha teve acesso aos números de chassis de carros vendidos pela Mitsubishi diretamente para dois ministérios.

Eles usaram estes chassis em carros roubados e quando o governo tentou emplacar os carros originais, não conseguiu, porque os chassis já estavam registrados no Detran de vários estados.

Foram dezoito picapes vendidas para o Ministério da Integração Nacional e outras dez para o Ministério da Justiça.


Veja como não cair no golpe:

Em casos de venda direta, o comprador nada pode fazer para evitar o golpe. Mas se a compra for feita em concessionários ou de terceiros, é bom seguir as orientações da polícia.

Uma delas é verificar se o carro tem uma chave reserva original. A outra é conferir se o número do chassi que consta do manual do carro é o mesmo do que está na nota fiscal.

João Marcelo não sabia de nada disso e, na compra, não recebeu a chave reserva nem o manual do carro.
“Minha preocupação é que esse caso seja resolvido. Sei que acabar não vai acabar, mas que pelo menos resolva essa questão, que não aconteça mais ninguém, porque é muito chato, tanto para o lado de quem foi roubado e para o lado de uma pessoa que compra o carro sem saber que o carro é roubado”, diz o empresário João Marcelo Sá.

A Mitsubishi informou que está colaborando com as autoridades e que segue todos os protocolos exigidos para a fabricação de veículos.

A empresa afirmou ainda que não há informações sobre adulteração de outros modelos fabricados pela montadora, além dessas picapes L200 Triton. E que não tem conhecimento do envolvimento de nenhum funcionário dela no esquema.

Já o Denatran informou que acionou a Polícia Federal assim que tomou conhecimento da fraude, e que o caso não foi divulgado para não atrapalhar as investigações.

Ainda de acordo com o órgão, o código de trânsito brasileiro prevê que apenas os carros destinados ao mercado interno devem ser cadastrados. O Denatran acredita que a partir do momento em que as montadoras respeitarem essa regra, a fraude deixará de existir.

Fonte: G1 Globo

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Portaria DETRAN Nº 1681 de 23/10/14 - Regulamenta o credenciamento de empresas para realização de vistorias automotivas e dá outras providências.

Publicada no DOE em 28/10/14.

CLIQUE AQUI e veja na íntegra.

 

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propina-vistO delegado da Ciretran de São Manuel (SP), preso na semana passada, está envolvido em um suposto esquema de cobrança de propina. É o que indicou as investigações da Corregedoria da Polícia Civil. 

Donos de duas empresas de vistoria de veículos da cidade eram obrigados a pagar uma taxa para o delegado José Mário Toniato. Segundo o apurado nas investigações da polícia, o dinheiro era entregue em envelopes deixados na caixa de correspondência da casa dele.

Segundo as denúncias, os proprietários das empresas seriam obrigados a pagar ao delegado uma taxa de R$ 10 para cada veículo vistoriado, entre 2011 e 2013. Ainda segundo as investigações, a propina exigida pelo delegado às empresas de vistoria era cobrada dentro da delegacia. Ao todo, 20 pessoas foram ouvidas. Em média, eram feitas 500 vistorias de veículos por mês em São Manuel. Se a propina não fosse paga, o delegado ameaçaria dificultar a liberação da documentação.

O Ministério Público ofereceu denúncia contra o delegado por corrupção ativa e improbidade administrativa. Além disso, solicitou a quebra de sigilo bancário no período em que o delegado recebeu os pagamentos ilegais.

Uma pasta com documentos e comprovantes de pagamento ao delegado foi apreendida pela polícia em uma das empresas de vistorias. Além disso, dois boletos foram pagos de um carnê do carro do próprio delegado. A Justiça considerou que as empresas agiram por meio de ameaças e, por isso, não têm culpa no caso.

De acordo com o processo, quando uma das empresas alegava não ter dinheiro para pagar, o delegado ameaçava a dificultar e atrasar as documentações. A prisão preventiva dele foi decretada pelo juiz Josias Martins de Almeida Júnior, que entendeu que o delegado poderia coagir alguma testemunha.

Fonte: Tv Tem

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